Conheça a nova família de leitores digitais da Amazon

Boas notícias! A Amazon lançou há cerca de três semanas a sua nova família de leitores digitais. O Kindle agora conta com uma linha completa de produtos, com opções para todos os gostos. Se você está preocupado com custo, se faz questão de ter um teclado físico no aparelho, se você prefere uma tela colorida de LCD ao invés de e-Ink, tudo bem! A aposta da Amazon é que existe um Kindle feito especialmente para o seu perfil. Confira abaixo mais detalhes sobre essa novidade e sobre todos os produtos dessa linha. Não se esqueça que, mesmo que a Amazon possua uma quantidade quase que nula de livros em português, você pode usar o Kindle para ler livros digitais de quase todos os formatos, independente do lugar em que você os comprou e em qualquer língua.

E não se preocupe! Alguém contou para o presidente da Amazon, o Jeff Bezos, que o Brasil existe, então eles já mandam o Kindle para o terceiro mundo há algum tempo (mais ou menos). Não precisa comprar de um desconhecido no Mercado Livre. Pelo menos não dessa vez!

A família Kindle agora tem nada menos do que 7 membros. Para facilitar a vida dos nossos leitores nós vamos dar uma introdução geral com o que todos eles têm em comum e o que há de novo em cada versão. O post é longo, já que são vários produtos, mas no fim do post você pode encontrar uma tabela com as principais diferenças entre cada um dos modelos, além de dados como preço, disponibilidade e tipo de interface.

O Geral

O Kindle continua sendo basicamente um leitor digital dedicado. O grande diferencial agora é que existe a opção de adquirir o produto com a tela sensível ao toque, onde as viradas de página passam a ser super fáceis (tocar em quase todos os pontos da tela avançam a página de um livro, salvo por um pequeno ponto, onde volta-se uma página). Pode parecer bobo, mas para quem já teve um leitor digital, sabe que poder tocar na tela para mudar de página é uma opção excelente. Tarefas como busca, pesquisa em dicionários e anotações podem ser feitas com as pontas dos dedos. As versões com tela sensível ao toque não são enviadas para fora dos EUA, mas isso provavelmente vai mudar bem rápido. Acredito que seja só um problema de licenciamento (deve ter que convencer um monte de burocrata de que, apesar de ter tela sensível ao toque, não é um tablet). Os processadores também ficaram bem mais rápidos, fazendo com que as trocas de páginas, que já eram muito rápidas, fiquem ainda mais discretas. Isso é importante já que, para quem não sabe, telas de e-Ink piscam preto toda vez que são atualizadas, por uma questão intrínseca à tecnologia que permite o seu funcionamento. Quem sabe um dia desses nós fazemos um post explicando como isso funciona (suspense).

O sistema mágico de Whispersync continua presente em toda a família. Essa é a tecnologia de computação em nuvem da Amazon que mantém seu conteúdo sincronizado. Ou seja, se você pára na página 64 de um livro no seu Kindle, quando você abrir o app do Kinlde no seu iPad ou no seu iPhone, o livro vai estar com a tal página 64 aberta te esperando.

Outras novidades incluem possibilidades de pegar livros emprestados em bibliotecas públicas para serem lidos no Kindle (só nos EUA), a possibilidade de emprestar virtualmente alguns livros selecionados durante 14 dias para um outro amigo que tenha um Kindle e o X-Ray ou Raio-X. Essa função visa compilar um banco de dados de informações relevantes de todos os livros na biblioteca da Amazon para ter-se acesso rápido a nomes de personagens, descrições de cenários e de pensamentos ou citações de autores. Essas informações poderiam então ser coletadas por leitores à medida que avançassem nos livros.

Como agora a família tem 7 aparelhos diferentes, acabou-se criando uma grande confusão com seus nomes. Os modelos da geração anterior mudaram de nome e se passaram a chamar Kindle Keyboard (com Wi-Fi ou com Wi-Fi e 3G), os modelos novos se chamam Kindle (o modelo mais básico não sensível ao toque), Kindle Touch (os sensíveis ao toque, com Wi-Fi ou com Wi-Fi e 3G) e Kindle Fire (que é o tablet/leitor digital da Amazon). Uma curiosidade é que parece que o grandalhão Kindle DX foi deixado meio de lado. Ele ainda é vendido (inclusive para o Brasil), mas não recebeu nenhuma atualização, nem no nome.

Design, Formatos, Tela e Conexão

Em termos de design a maior diferença é que agora a Amazon oferece no total três leitores com teclados físicos e quatro modelos sem teclado físico, sendo três com tela sensível ao toque e um modelo só com um botão multi-direcional e teclas de atalho. As telas de e-Ink em si continuam lindas. Posso afirmar que as telas das gerações anteriores já eram visualmente muito agradáveis, com todo o texto ficando limpo e com as bordas das letras muito suaves. Os formatos de texto aceitos pelo Kindle continuam crescendo, sendo que o usuário pode abrir nativamente arquivos de .pdf, .azw e .txt, ainda que formatos como .doc ou .docx tenham que ser convertidos na internet (com a própria Amazon, se o usuário desejar). Da mesma forma que antes, cada Kindle pode ser comprado com capacidade para acesso a redes Wi-Fi, com ou sem acesso a redes 3G (tirando o Kindle DX que só Deus sabe porquê tem 3G mas não Wi-Fi). Um detalhe importante é que o 3G do Kindle vem com um chip interno e o usuário não paga nada para usá-lo, ou seja, não há contrato com operadoras ou contas mensais. A Amazon aluga as redes necessárias de operadoras parceiras, inclusive no Brasil!

Kindle Subsidiado

Outra grande novidade do Kindle é que agora o preço de todos os modelos com tela de e-Ink podem ser subsidiados por anúncios! Quando você escolhe essa opção, o preço do aparelho cai bastante, mas aí o seu Kindle vai mostrar propagandas ou ofertas especiais da Amazon enquanto a tela estiver em modo de descanso ou quando você estiver na tela inicial do aparelho. As propagandas parecem ser bem discretas e não mudam em nada a vida útil ou o consumo da bateria (novamente, isso acontece por um questão intrínseca à tecnologia e-Ink). Os preços são cortados em média de 25-30%, de acordo com o modelo, se você optar pela versão com anúncios. Pessoalmente me parece valer a pena, já que os anúncios não aparecem enquanto você está ativamente usando o aparelho e por conta do preço cair de forma bastante significativa. A má notícia é que esses preços promocionais não valem para o Brasil (sim, para variar, nós temos que pagar o preço cheio).

Exemplo do tipo de propaganda da tela de descanso do Kindle subsidiado.

Kindle Fire

A última grande notícia é a introdução do mais ilustre membro da família Kindle, o Kindle Fire. A grande diferença desse aparelho é que ele é na verdade um híbrido de um tablet. Ele roda uma versão customizada de Android (assim como todos os outros Kindle, de uma forma ou de outra) e possui tela colorida multi-touch de LCD e o seu processador de dois núcleos é capaz de rodar vídeos em HD, além de jogos e outros tipos de apps disponíveis na Appstore para Android na Amazon. Além dessas funções, o Kindle Fire possui programa dedicado de e-mail, além de um app exclusivo para leitura dos mais variados tipos de arquivos. A tecnologia Whispersync também está presente e, no caso desse tablet, a função funciona até para filmes (onde você pode pausar um filme no tablet, a reprodução continuará do mesmo ponto, num PC, Mac ou até mesmo numa das centenas de TVs compatíveis que serão lançadas nos próximos meses, sendo que o iPad, claro, fica de fora dessa por enquanto). O preço do Kindle Fire é outro grande diferencial: US$ 199,00, sendo menos da metade do preço de um iPad. Por favor note que ele não faz a mesma coisa que um iPad. Como colocamos antes, ele é um híbrido de tablet com leitor digital. Para ficar mais fácil de entender, você pode pensar no Kindle Fire como um tablet que fez regime e que agora detém só as funções mais básicas desse tipo de aparelho, como e-mails, vídeos, fotos, jogos e leitura de livros e documentos. Agora quer saber a surpresa? A maior parte das pessoas que têm um iPad só fazem esse tipo de coisa mesmo! É essa a aposta da Amazon: que as pessoas percebam que o Kindle Fire tem tudo o que o usuário comum precisa e que é também uma opção bem mais barata do que a concorrência.

E o Brasil-sil-sil-sil?

Agora a notícia triste: não há previsão sobre quando a Amazon vai começar a enviar os Kindle sensíveis ao toque ou o Kindle Fire para o Brasil. Por enquanto nós temos que nos contentar com os modelos com teclado físico (parecidos com a geração anterior) ou então com o novo Kindle básico. O frete até que é barato, custando cerca de US$ 14,99-21,99. O problema é o imposto: a transportadora que a Amazon contrata retém um depósito de cerca de 90-100% do valor do pedido do Kindle para ser possivelmente usado na alfândega. Em tese, quando o Kindle chega no Brasil, a Receita Federal cobra os 60% de imposto normais e a transportadora reembolsa o resto no cartão de crédito. A única coisa que posso dizer é que não foi o que aconteceu comigo! No meu caso o imposto estimado foi calculado em coisa de 100% e a Receita Federal reteve o valor total, isso depois de segurar o aparelho no aeroporto uns 7-8 dias! Sei que é um roubo, mas esse tipo de importação deve ter uma legislação toda especial que justifique esse assalto oficial que o governo promove. Talvez o mais ridículo seja que, mesmo com esse imposto maluco, ainda sai mais barato comprar o Kindle na Amazon do que em lojas brasileiras (incluindo o Mercado Livre). Além disso, vamos combinar que não há nenhuma opção de leitor digital no Brasil que chegue aos pés do Kindle.

No fim das contas…

Uau! Impressionante, não? A família Kindle cresceu e ficou ainda melhor. Na minha opinião esse ainda é, de longe, o melhor leitor digital do mercado. Eu uso o meu todos os dias e, ao contrário do que muitos me disseram, ele não ficou obsoleto quando eu comprei um iPad. O Kindle tem uma aplicação toda especial. Não há nada melhor para quando você realmente só vai ler ou estudar. Não há nenhum outro tipo de aparelho que supere um leitor digital nesse tipo de aplicação. Eles são leves, não esquentam, a bateria dura uma eternidade (o meu Kindle eu carrego uma vez a cada 3-4 semanas), são baratos, resistentes, chamam muito menos atenção na rua e são ótimos para ler na luz do sol. Claro que eles não vão nunca substituir aparelhos como o iPad, o Galaxy Tab ou o Motorola Xoom, mas da mesma forma, quando o assunto é leitura, um bom leitor digital, como o Kindle, deixa todos esses adversários comendo poeira.

Não deixe de dar uma olhada na nossa tabela de comparação das diferentes versões do Kindle! Além disso, coloque sua opinião ou experiência na sessão dos comentários, abaixo.

Principais comparações entre as diferentes versões do Kindle. Note que (1) o modelo com propagranda não é comercializado fora dos EUA, (2) esse valor ainda deve ser acrescido de frete e impostos de importação e (3) o frete gira em torno de US$ 14,99-21,99.

Publicado em outubro 21, 2011, em Amazon, Gadgets, Kindle e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: