Conheça o Google Music: a solução na nuvem para suas músicas

Algumas grandes empresas como a Apple, Amazon e Microsoft estão começando a se aventurar no mercado de soluções na nuvem para serviços de gerenciamento e compra de músicas. Uma empresa como o Google não podia ficar de fora e assim lançou há alguns meses o Google Music Beta, um serviço que pretende servir de ponto central para toda a sua coleção de músicas. O objetivo do serviço é oferecer um espaço para que os usuários possam inserir toda a sua coleção de músicas, seja a partir de CDs, de downloads do iTunes ou de qualquer outra fonte online de compra que permita a manipulação do arquivo (serviços como o Terra Música não servem, já que eles exigem que a música seja ouvida a partir de alguns reprodutores de áudio específicos e as licenças de uso têm que ser constantemente renovadas). O Google Music possui a capacidade de tocar as músicas na nuvem por meio de streaming, por isso você pode sempre ter acesso à sua biblioteca completa, no celular, tablet ou qualquer outro computador com acesso à internet. Já pensou estar numa festa e usar o iPod de um amigo para tocar músicas da sua própria coleção? Ou então ter acesso à todas as suas músicas no computador do trabalho? Descubra mais sobre esse serviço e aprenda como se inscrever nele com esse nosso post especial!

Conseguindo um Convite

O Google Music está atualmente em fase Beta e isso quer dizer que, além do produto estar sendo atualmente somente testado e não estar na sua forma pronta para comercialização, você só pode fazer parte do serviço por meio de um convite do Google ou de algum conhecido que já esteja usufruindo do serviço. Em tese, qualquer pessoa que possua uma conta no Google (gerada para acesso ao Gmail, Google Docs, Blogger, Picasa, Orkut, YouTube e outros seviços da empresa) pode pedir um convite para o Sr. Google. Curiosamente a empresa está dando os convites praticamente à vontade (todos os que nós pedimos foram concedidos em, no máximo duas semanas, sendo que a maioria foi em questão de dois ou três dias). Em teoria, para pedir um convite basta você acessar o endereço music.google.com no seu navegador.

O único problema é que o serviço só está disponível para uso nos Estados Unidos. No entanto, isso não é motivo para você não ter acesso à essa ferramenta. Os leitores do TD Gadgets já sabem que esse tipo de barreira regional pode ser burlada através de uma rede VPN como mostrado nesse nosso tutorial. Esse tipo de serviço mascara o seu acesso como sendo originado dos Estados Unidos e, já que o Google exige que o usuário esteja nos EUA apenas no momento do pedido de convite, você não precisará do VPN para usar o Google Music em acessos futuros.

Caso você já tenha algum conhecido usando o serviço, é só você pedir um convite direto para a pessoa, já que todo usuário do Google Music possui 3 convites para livre distribuição (para aceitar o convite você também tem que mascarar sua conexão, como através de uma conexão VPN).

Usando o Google Music

Uma vez com o convite em mãos, você pode aproveitar todos os benefícios do serviço. O Google Music é atualmente completamente gratuito, mas provavelmente será cobrado uma vez que sair do estado Beta. Ninguém sabe quanto irá custar, mas imagina-se que o Google será muito razoável com os seus preços, já que a empresa tem fama por oferecer serviços grátis ou a preços bem baixos como parte de sua política de negócios, afinal de contas está muito enganado quem acha que o Google é uma empresa de vídeos na internet ou de e-mail e redes sociais. O Google é uma empresa de propaganda e marketing e é assim que ela ganha dinheiro.

De qualquer forma o objetivo desse post é avaliar o serviço Google Music, então vamos lá! A primeira coisa que chama a atenção é a interface limpa e extremamente intuitiva, bem mais natural do que a do Gmail, por exemplo. Ao efetuar o login, o usuário é apresentado com uma tela das últimas músicas tocadas ou inseridas na biblioteca. À esquerda têm-se um painel onde é possível selecionar filtros como, músicas, artistas, álbuns ou gêneros. As playlists são feitas de forma natural, onde você acrescenta cada música ou álbum à lista de sua preferência, que pode ser renomeada ou editada a qualquer momento. Uma ferramenta inédita é o Instant Mix, que é um tipo de função shuffle (randomização) diferente, onde você seleciona qualquer música como sendo a primeira da lista e o Google Music seleciona outras 24 músicas que combinem com a que você escolheu. Quem tem muitas músicas sabe o quanto uma ferramenta como essa é útil, já que um shuffle numa biblioteca de milhares de músicas acaba sendo bastante chato e raramente aparece uma música que você está com vontade de ouvir, ao mesmo tempo que colocar shuffle para um álbum isolado não dá a diversidade desejada. É importante notar que cada vez que você cria um Instant Mix, a lista gerada será diferente da anterior, assim você sempre tem algo um pouco especial para escutar. A próxima figura mostra uma vista geral de interface do Google Music dentro do Google Chrome.

Interface do Google Music com as ferramentas de filtro e playlists à esquerda e a janela principal à direita. Durante a reprodução uma discreta barra na parte inferior da tela aparece, para acesso a todas as funções de playback usuais, como pause, play e volume.

A grande surpresa trazida pelo Google Music foi o espaço disponibilizado para a sua biblioteca. Todos os outros serviços concorrentes que citamos acima impõem algumas limitações bem grandes com relação ao espaço disponibilizado para o usuário. O usuário do Google Music pode fazer upload de 20.000 músicas (isso mesmo!), sem limite de tamanho pré-estabelecido. Se você quiser subir 20.000 cópias de Faroeste Caboclo (ou qualquer outra coisa ridiculamente longa do Legião Urbana), tudo bem! Para se ter uma idéia, uma coleção de cerca de 2.000 músicas ocupa um espaço em disco de mais ou menos 15GB (ou seja, em tese o Google está disponibilizando mais de 150GB totalmente gratuitos para cada usuário). Abaixo eu montei uma tabela extremamente simplificada com alguns dos preços cobrados por alguns serviços de computação na nuvem.

Preço de algumas das opções de armazenamento em nuvem disponíveis.

Montando a sua biblioteca na nuvem

Fazer upload (ou subir) músicas para o Google Music não podia ser mais fácil. A única coisa que precisa ser feita é clicar no botão Add Music (Adicione Músicas) na barra de ferramentas do site. O usuário é então redirecionado à página de download do Music Manager (quem trabalha com o Picasa vai notar algumas semelhanças nessa forma de trabalho). Esse programa é o que realmente irá subir suas músicas. A interface também é bastante simples. Ao ser executado pela primeira vez, o Music Manager oferece a possibilidade de subir e monitorar as bibliotecas dos principais programas de música, como o iTunes e o Windows Media Player, mas o usuário tem a opção de escolher qualquer pasta no computador para ser carregada para o serviço e para ser monitorada (isso garante que a sua biblioteca na nuvem e a sua biblioteca local estejam sempre em sincronia). É possível também fazer upload só de playlists ou de músicas específicas que você pode selecionar. Abaixo temos uma imagem da interface do Music Manager.

Interface do programa Music Manager, usado para o upload de músicas para o Google Music.

Uma vez selecionadas as músicas a serem colocadas na nuvem do Google, basta você iniciar o upload. Nessa hora é bom você não ter muita pressa já que as velocidades de upload disponibilizadas pelos provedores de internet no Brasil são normalmente ridículas. Para se ter uma idéia, uma coleção de 2.000 músicas com cerca de 15GB de tamanho em disco pode demorar cerca de 48h para ser completamente transferida para a nuvem. Apesar de muito demorado, o upload é bastante estável e, no caso da nossa biblioteca de 2.000 músicas, somente uma não pôde ser transferida, e, no fim das contas, o arquivo local estava mesmo danificado. É importante lembrar que você não precisa subir sua coleção inteira de uma só vez, havendo possibilidade de suspender e recomeçar o upload a qualquer momento.

Pronto! Com toda a sua coleção de músicas na nuvem você pode agora acessar a sua biblioteca completa a partir de qualquer lugar. Para tocar as músicas o Google Music faz uso de streaming (mesma tecnologia usada para assistir vídeos no YouTube), de forma que nenhuma música completa é baixada para o computador, celular ou tablet que acessar a coleção. Por serem arquivos leves, o streaming funciona sem engasgos, mesmo em conexões 3G ou EDGE.

Outra boa notícia é que frequentemente o Google lhe oferece músicas gratuitas para serem acrescentadas à sua biblioteca. Álbuns completos não são normalmente disponibilizados, mas várias faixas são constantemente disponibilizadas. Essa é uma forma interessantes de ficar conhecendo novas bandas ou artistas.

Usando o Google Music em Celulares e Tablets

Quando você abre o Google Music no seu computador através de um browser como o Chrome, o Safari ou o Internet Explorer, o serviço funciona como um webapp, ou seja, o site é o programa em si, sendo que você não precisa baixar ou rodar nada além do seu navegador de internet para escutar qualquer música. O mesmo pode ser feito em aparelhos móveis, usando seus respectivos browsers, como o Safari Móvel, o Internet Explorer Mobile, o SkyFire, entre outros. Por exemplo, no iPad, o Google Music abre uma interface toda adaptada para o aparelho, diretamente no Safari Móvel, sem a necessidade de nenhum app adicional. Abaixo temos uma imagem da adaptação do Google Music para o iPad.

Interface do Google Music adaptada para iPad.

Para sistemas Android o Google oferece um app específico que possui uma interface bem mais trabalhada e rica em efeitos 3D e animações. Não há previsão de lançamento de apps para iOS ou Windows Mobile, sendo que talvez esses sistemas só sejam contemplados quando o serviço sair do Beta. Um exemplo da interface disponível para tablets Android pode ser vista na próxima figura. Um exemplo da interface em celulares rodando Android encontra-se em seguida.

Interface do Google Music em um tablet android.

Exemplo da interface do Google Music em celulares rodando Android.

Avaliação Final

O Google Music parece ser a melhor solução online disponível no momento para manejar, sincronizar e tocar toda a sua coleção de músicas. O webapp genérico funciona em todas as plataformas importantes, como iPhone, iPad, Android, Macs e PCs. O espaço que está sendo oferecido para armazenamento das músicas é muito generoso e dificilmente alguém se verá com uma biblioteca maior do que o oferecido. O streaming funciona muito bem, mesmo em conexões móveis, sendo raríssimas as vezes que o usuário percebe qualquer engasgo durante a reprodução e, mesmo sendo um serviço Beta, não houve nenhum momento de suspensão do site durante todos os nossos testes. Uploads enormes de mais de 20GB funcionaram sem maiores problemas e nenhuma das músicas testadas apresentaram qualquer tipo de defeito.

Outra notícia importante é que começaram a circular pela internet alguns boatos dando conta de que o Google irá lançar uma loja online de músicas para ser concorrente da iTunes Store. Isso teremos que esperar para ver, mas também é muito positivo ver as empresas começando a acordar para a realidade da venda e utilização de músicas na nuvem.

E você? Achou o serviço interessante? Quer testá-lo? Não deixe de dividir suas impressões e opiniões nos comentários abaixo. Nos conte também se você teve qualquer dificuldade para usar ou se inscrever no Google Music.

Publicado em outubro 18, 2011, em Apps Android, Música, Nuvem, Web Apps e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Eu sei q existem outros serviços como google docs, mas eles tem espaço limitado, né?
    Será que se eu quiser salvar um arquivo particularmente grande, posso mudar o formato dele para .mp3 e “enganar” o serviço?

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